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Author Topic: poesia  (Read 3256 times)
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angelassdinis
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« Reply #45 on: September 07, 2008, 23:53:44 PM »

batem leve, levemente
como quem chama por mim
será chuva? será gente?
gente não é certamente!
e a chuva não bate assim...
fui ver: eram os jeovás!!!!





LOOOL

poema com piada seca xD

(tu hj n contaste umas?xD)
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Há um sorriso que nos salva do frio.
nuno
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« Reply #46 on: September 08, 2008, 00:03:14 AM »

é! isto é uma variante a que eu gosto de chamar poesia seca!
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"So they have internet on computers now...!"
Dimachado
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Futura caloira de eng Biomédica


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« Reply #47 on: September 08, 2008, 17:22:09 PM »

Perdi uma vaca para os lados de Várzia
se a vires, trázi-a...

 Grin

(Roscas e Estacionancio)
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Açoriano
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« Reply #48 on: September 08, 2008, 17:57:17 PM »

batem leve, levemente
como quem chama por mim
será chuva? será gente?
gente não é certamente!
e a chuva não bate assim...
fui ver: eram os jeovás!!!!

LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL epa muito bom xD
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Necromancer
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« Reply #49 on: September 17, 2008, 17:06:00 PM »

epah aqui vai qualquer coisa...




Deserto de ti


Intenso, o aroma ácido do suor quente que emerge de mim e me cega.
Queimam-me as mãos gastas que me tapam o rosto e que me protegem ironicamente de ti.
Vejo-te por entre feridas e roupas rasgadas, a cair suavemente aos meus joelhos como manobra de diversão.
Consigo ate ouvir-te no ar à minha volta e sinto-te a fustigares-me o peito antes de caíres de novo.
Recordo entre fôlegos esforçados, de quando te contemplei nas minhas mãos e quase te senti minha.
Ajoelhado sobre ti, deixo-te suportar-me o peso, agora morto talvez, e deixo-te envolveres-me aos poucos.
Queimas-me a pele e a carne. Inúteis, os músculos à muito mirrados.
Lenta, quase profética, a possessão física a que me submetes, a psicológica há muito foi eficaz.
Admiro-te agora, enquanto te respiro e me derrubas e me invades os olhos fingindo seres lágrimas que nunca nasceram.
Cresceste, és imensa, trágica, um deserto de ti. Ideia estúpida, a de que um dia te possuiria.
Cobres-me já cego e apertas-te no meu suor e sangue. Estás-me nas entranhas, nos ossos.
Quase erótico, ritual este em que me torturas e que no clímax me torno em ti.
Hoje és tu as mãos que me agarram e eu sou um grão de areia.
Hoje sou teu.



(private joke: to P.  Cool)
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Necromancer
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« Reply #50 on: October 01, 2008, 15:18:12 PM »

Cegueira


Vês-me na aleatoriedade e inutilidade.
Nos esboços esculpidos pelas rotas de moscas que vagueiam no ar de um pátio onde te sentas e finges que vivo.

Vejo-te na cumplicidade.
No olhar trocado entre estranhos que se despem e saciam o ego por segundos e no arrepio no estômago que sinto quando acordas metros a frente.

Vejo-me na previsibilidade e impotência.
Nas gotas que se agrupam e escorrem duma janela contra vontade, e vejo-te na que fica para trás resistindo e lutando contra a avalanche que se abate sobre mim.

Vês-te na ilusão.
No reflexo movimentado e distorcido entre as gotas de mim e nos traços a medo que fazes numa tela poeirenta, onde me pintas na janela como se já não escorresse mais.

Vejo-te durante cada instante em que não te consigo ver e até onde já não me vês mais.
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Pi_r*
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« Reply #51 on: October 01, 2008, 22:36:23 PM »

desculpem o nível deste poema, mas este conheço eu desde bem novinho  :X

já não sei bem a que propósito, mas desconfio que fosse para gozar com um colega meu da primária

ora cá vai:
"O Vitó tinha uma gaita
de um buraco só
e a mãe só lhe dizia
Toca na gaita oh Vitó"

PS: isto cantado até chega a ter um quê de piada. Pelo menos na altura tinha, e muita, porque o tipo enervava-se imenso!!!  lol

Adoro poesia e heide aqui por uns poemas que adoro ou possivelmente poemas da minha autoria para apreciarem a minha veia pseudo-poética.. lol
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Isaías 1:19 - "Se quiserdes, e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra"
fred
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« Reply #52 on: October 12, 2008, 01:17:08 AM »

Operrário em Contrução do Vinicius de Moraes. Incompleto

Sentindo que a violência
Nao dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobra-lo de modo contrário
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher
Portanto, tudo o que ver
Sera' teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.

Disse e fitou o operário
Que olhava e refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria
O operário via casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!

- Loucura! - gritou o patrão
Nao ves o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Nao podes dar-me o que e' meu.

E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martirios
Um silêncio de prisão.
Um siêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silencio apavorado
Com o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arratarem no chão
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão
Uma esperanca sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razao porem que fizera
Em operário construido
O operário em construção
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Era a sabedoria prepotente e incomunicavel da eternidade a a rir-se da futilidade e do esforço da vida. (Jack London).
JoaoTondela
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« Reply #53 on: October 12, 2008, 01:26:56 AM »

Fred =  medo
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fred
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« Reply #54 on: October 12, 2008, 01:34:17 AM »

Brutal não é???
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JoaoTondela
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« Reply #55 on: October 12, 2008, 01:50:47 AM »

Yup Smiley
so um aparte, tens msn? :X
( e nao, n sejam maliciosos, so o qero adicionar no msn =| )
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« Reply #56 on: October 12, 2008, 12:19:32 PM »

Ya, por acaso tenho. Mas aviso-t k não vou lá muitas vezes.
Vai ver ao meu e-mail aki no fotão.
E nada de confianças
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JoaoTondela
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« Reply #57 on: October 12, 2008, 13:49:11 PM »

 medo
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